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Adicional de Periculosidade para Motociclistas: Entenda a Nova Decisão do TST e Seus Impactos nas Empresas

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Índice do Conteúdo

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  • Um Tema Atual e de Grande Impacto Trabalhista
  • O Que Diz a Legislação sobre Periculosidade
  • A Nova Decisão do TST: Entendimento Vinculante
  • Quando o Adicional Pode Não Ser Devido
  • Impactos Diretos para as Empresas
  • A Importância da Gestão Preventiva
  • Segurança Jurídica como Diferencial Competitivo

Um Tema Atual e de Grande Impacto Trabalhista

O adicional de periculosidade é um dos temas mais relevantes do Direito do Trabalho contemporâneo, especialmente diante das recentes decisões judiciais que vêm consolidando entendimentos importantes para empresas e trabalhadores. Em abril de 2026, o Tribunal Superior do Trabalho firmou tese de grande repercussão ao reconhecer que o adicional de periculosidade para motociclistas independe de regulamentação prévia.

Essa decisão impacta diretamente empresas de diversos setores, como logística, delivery, comércio e serviços, exigindo atenção redobrada quanto à conformidade trabalhista e à gestão de riscos.

Adicional de Periculosidade para Motociclistas: Entenda a Nova Decisão do TST e Seus Impactos nas Empresas

O Que Diz a Legislação sobre Periculosidade

O adicional de periculosidade está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho, sendo devido aos trabalhadores expostos a riscos acentuados, como inflamáveis, energia elétrica e atividades perigosas.

No caso específico dos motociclistas, a Lei nº 12.997/2014 incluiu o § 4º no artigo 193 da CLT, reconhecendo expressamente o uso de motocicleta em vias públicas como atividade perigosa.

A norma parte da premissa de que o risco é inerente à atividade, considerando o elevado índice de acidentes envolvendo motociclistas no trânsito urbano e rodoviário.

A Nova Decisão do TST: Entendimento Vinculante

Em julgamento recente de recurso repetitivo, o Tribunal Superior do Trabalho fixou tese jurídica com efeito vinculante, consolidando o entendimento de que o adicional de periculosidade para motociclistas é autoaplicável.

Isso significa que o direito ao adicional não depende de regulamentação prévia por parte do Poder Executivo, devendo ser garantido sempre que houver utilização de motocicleta em vias públicas no exercício da atividade laboral .

A decisão também esclareceu que:

O direito ao adicional é regra geral para trabalhadores que utilizam motocicleta. As normas regulamentadoras podem apenas estabelecer exceções específicas, desde que comprovadas tecnicamente.

O ônus da prova quanto à inexistência do risco é do empregador. Esse entendimento reforça a proteção ao trabalhador e amplia a responsabilidade das empresas na análise de suas atividades.

Quando o Adicional Pode Não Ser Devido

Apesar da regra geral, o TST reconheceu que existem situações excepcionais em que o adicional pode ser afastado.

Entre elas, destacam-se:

Uso da motocicleta apenas no trajeto entre residência e trabalho.

Utilização eventual ou por tempo extremamente reduzido.

Circulação restrita a propriedades privadas ou áreas de baixo risco.

Nesses casos, é indispensável a elaboração de laudo técnico por profissional habilitado, como médico do trabalho ou engenheiro de segurança, conforme exigido pela legislação.

A ausência dessa documentação pode resultar no reconhecimento judicial do direito ao adicional, mesmo em situações que aparentam não envolver risco significativo.

Impactos Diretos para as Empresas

A decisão do TST traz impactos relevantes para a gestão empresarial, especialmente no que diz respeito ao aumento potencial de custos trabalhistas e à necessidade de adequação das práticas internas.

Empresas que possuem colaboradores que utilizam motocicletas devem:

Reavaliar contratos de trabalho e funções desempenhadas.

Implementar controles efetivos sobre o uso de motocicletas.

Providenciar laudos técnicos quando houver alegação de ausência de risco.

Garantir o pagamento do adicional quando devido.

A negligência nesses aspectos pode resultar em passivos trabalhistas significativos, incluindo condenações judiciais e encargos retroativos.

A Importância da Gestão Preventiva

Diante desse cenário, a atuação preventiva se torna essencial. A assessoria jurídica trabalhista permite identificar riscos, corrigir falhas e estruturar políticas internas alinhadas com a legislação e a jurisprudência atual. Além disso, a prevenção contribui para a redução de litígios e para a construção de um ambiente corporativo mais seguro e transparente.

Empresas que investem em compliance trabalhista demonstram compromisso com a legalidade e fortalecem sua posição no mercado.

Segurança Jurídica como Diferencial Competitivo

A recente decisão do TST sobre o adicional de periculosidade para motociclistas reforça a importância da atualização constante e da atuação preventiva no Direito do Trabalho.

Empresas que compreendem e aplicam corretamente a legislação conseguem reduzir riscos, evitar prejuízos e construir relações de trabalho mais equilibradas. Nesse contexto, contar com uma assessoria jurídica especializada é um diferencial competitivo, capaz de transformar desafios legais em oportunidades de crescimento.

Se sua empresa possui colaboradores que utilizam motocicleta ou deseja garantir conformidade trabalhista, é fundamental contar com orientação especializada. Siga as redes sociais da Araujo Soares e Cruz Advogados Associados:

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